Quando o port do reboot de Tomb Raider (2013) chegou ao Nintendo Switch 2, fiquei bastante empolgado para testá-lo. Infelizmente, a versão de lançamento não entregou uma experiência satisfatória. Após algumas atualizações, boa parte dos problemas foi corrigida, deixando o jogo muito melhor em comparação com o que analisamos em nossa review anterior.
Com esses ajustes aplicados, chegamos ao lançamento de sua sequência direta, Rise of the Tomb Raider. Felizmente, a equipe responsável aproveitou o aprendizado obtido com o primeiro jogo e entregou uma adaptação muito mais consistente para o atual console da Nintendo.
Um clássico na palma da mão
Rise of the Tomb Raider foi lançado originalmente em 2015 como exclusivo temporário do Xbox One. Posteriormente, chegou ao PC e, algum tempo depois, ao PlayStation 4. Por ser um título da geração passada, era esperado que sua adaptação para o Switch 2 não enfrentasse grandes dificuldades técnicas. Na prática, isso se confirma em diversos aspectos, embora existam algumas limitações.

Começando pelo visual, este é facilmente o maior destaque da adaptação. Graficamente, o jogo mantém um nível muito próximo das versões de PlayStation 4 e Xbox One, tanto no modo portátil quanto no modo dock. A qualidade das texturas, da iluminação e dos cenários impressiona, principalmente considerando que estamos falando de um console híbrido.
Para quem gosta de observar detalhes técnicos, esta versão também preserva o TressFX, tecnologia desenvolvida pela AMD que simula individualmente os fios de cabelo da personagem. Mesmo sendo um recurso apresentado há alguns anos, continua chamando atenção pela qualidade do resultado. Ver esse efeito funcionando no modo portátil ainda impressiona e demonstra o cuidado da equipe com a adaptação.
Já o desempenho pode decepcionar parte dos jogadores. Rise of the Tomb Raider roda exclusivamente a 30 quadros por segundo, sem qualquer opção para priorizar taxa de quadros. Embora isso possa causar certa estranheza durante os combates mais intensos ou nas sequências de escalada, a boa notícia é que a estabilidade é excelente. Durante toda a campanha, a taxa de quadros permanece praticamente constante, proporcionando uma experiência bastante fluida.
Assim como aconteceu com o primeiro Tomb Raider, esta versão também aproveita alguns recursos exclusivos do Nintendo Switch 2. A tela sensível ao toque permite navegar pelos menus de forma intuitiva e facilita bastante a consulta ao mapa, bastando deslizar o dedo pela tela.

Outro recurso exclusivo é a compatibilidade com o modo mouse dos Joy-Con. Infelizmente, essa funcionalidade não funcionou tão bem durante meus testes. A precisão não me pareceu consistente o suficiente para os combates, principalmente nos confrontos que exigem rapidez. Depois de algum tempo, preferi retornar aos controles tradicionais, que oferecem uma experiência mais confortável.
Outro ponto positivo é que todo o conteúdo adicional lançado anteriormente já está incluído nesta edição. As expansões acompanham o jogo sem custo extra, tornando esta uma versão bastante completa e com excelente custo-benefício para quem pretende conhecer a aventura pela primeira vez.
Vale a pena?
Rise of the Tomb Raider é uma adaptação bastante competente para o Nintendo Switch 2. Embora a ausência de um modo a 60 quadros por segundo seja uma oportunidade perdida, a qualidade gráfica, a estabilidade do desempenho e a quantidade de conteúdo disponível fazem desta uma excelente versão do jogo. Para quem nunca viveu esta aventura de Lara Croft, ou deseja revisitá-la em um console portátil, dificilmente sairá decepcionado.
Agradecimento a Aspyr por nos fornecer uma cópia para review.
Leia também



















Deixe uma resposta