O estilo HD-2D que a Square Enix trouxe lá em Octopath Traveler sempre me fez achar fantásticos aqueles gráficos totalmente pixelados e, ao mesmo tempo, modernos. Era algo que sempre fazia os meus olhos brilharem de tanta beleza.
Quando vi o anúncio de The Adventure of Elliot: The Millenium Tales, o jogo despertou minha curiosidade logo de cara por um simples detalhe: a enorme semelhança com a franquia The Legend of Zelda, principalmente com A Link to the Past.
Uma jornada entre eras
Em The Adventure of Elliot: The Millenium Tales, tomamos o controle de Elliot, um jovem aventureiro que acaba envolvido em um conflito muito maior do que imaginava, tendo a viagem no tempo como elemento central da história. O seu objetivo é impedir que acontecimentos do passado alterem completamente o presente do reino.

Ao todo, o jogo conta com quatro eras, e podemos viajar livremente entre elas por meio da viagem rápida. Apesar de os mapas serem bastante parecidos, cada período apresenta pequenas mudanças que ajudam a diferenciar os ambientes. Além disso, não ficamos presos ao mesmo cenário durante toda a aventura. Muitas missões principais, e até mesmo várias secundárias, exigem que viajemos entre as diferentes eras para cumprir os objetivos, fortalecendo bastante essa mecânica.
Combate simples e dinâmico
O combate é, sem dúvida, um dos pontos mais altos do jogo. No início, Elliot é capaz apenas de atacar com sua espada. Conforme avançamos, desbloqueamos novas armas para o arsenal, como bombas para destruir paredes, correntes que atingem uma área maior e arco e flecha para ataques à distância. Podemos equipar apenas duas armas ao mesmo tempo, alternando entre elas com apenas um botão.
Além das armas, encontramos amuletos espalhados pelo mundo, seja explorando cavernas ou derrotando determinados inimigos. Podemos equipá-los desde que tenhamos pontos suficientes. Quanto mais poderoso for o amuleto, maior será o espaço ocupado. Cada arma possui seus próprios espaços para equipar esses itens, permitindo criar diferentes combinações.

Elliot também conta com um escudo, que recompensa quem domina o tempo certo dos bloqueios perfeitos. Para evitar que essa mecânica fique desbalanceada, existe uma barra de energia que limita seu uso, impedindo que fiquemos apenas na defensiva e incentivando o jogador a confiar mais nos próprios reflexos.
Durante a jornada conhecemos uma fada chamada Faie, que passa a acompanhar Elliot até o fim da aventura. Com ela, o protagonista ganha a possibilidade de renascer durante um combate, pagando um determinado valor em moedas. Caso morra novamente no mesmo local, esse custo dobra.
Faie também desbloqueia habilidades especiais, como incendiar os inimigos ou alcançar plataformas muito distantes. Para isso, o jogo permite controlá-la com o analógico direito, recurso que acaba sendo bastante útil tanto na exploração quanto durante os combates.

Para quem gosta de jogar em cooperação, existe a opção de um segundo jogador controlar a Faie. No entanto, essa participação é bastante limitada. No início pode até ser divertida, mas, com o passar do tempo, o segundo jogador acaba ficando entediado por não ter tantas ações para realizar.
Na parte artística, o grande destaque fica para a trilha sonora. Conforme exploramos os cenários, as músicas mudam de acordo com o ambiente. Todas são orquestradas e conseguem transmitir uma boa sensação de grandiosidade, fazendo com que seja um prazer continuar ouvindo cada nova faixa ao longo da jornada.
Graficamente, o jogo segue o mesmo padrão visto em Octopath Traveler e nos remakes HD-2D da franquia Dragon Quest. Cada era apresenta pequenas diferenças nos cenários, o que ajuda a dar mais variedade à exploração e evita que os ambientes pareçam repetitivos.
Vale a pena?
The Adventure of Elliot: The Millenium Tales é um jogo obrigatório para quem sente saudade da era do Super Nintendo, principalmente para os fãs das aventuras 2D de The Legend of Zelda. Com um combate fácil de dominar e uma boa variedade de armas, o jogo consegue ser bastante acessível e muito prazeroso de jogar.
Infelizmente, o jogo não conta com nenhuma legenda em português, o que pode dificultar um pouco para entender a história, já que ela é frequentemente narrada através de textos e diálogos dublados.
Agradecimento a Square Enix por nos fornecer uma cópia para review.
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