NBA 2K27 Review
Imagem / Conecta Geek

Review | NBA 2K27 é o suprassumo dos jogos de basquete até aqui

Basquete é um esporte que já figurou entre os meus favoritos por muitos anos. Desde jogos de videogame, notícias da NBA e até mesmo álbum de figurinhas, era algo que sempre fazia parte de mim há anos atrás.

Com o passar dos anos, apesar de ainda gostar de acompanhar, passei a filtrar o que assistir – principalmente pelo fato dos 82 jogos por time durante a temporada regular da NBA. Fazendo com que o foco fosse os playoffs da liga, olimpíadas e o mundial de basquete.

Com isso em mente, chegamos a franquia NBA 2K, onde já tive contato com diversos jogos desde o PlayStation 2. Entretanto, o jogo mais recente que joguei algumas centenas de horas foi NBA 2K16 e 11 títulos depois, cá estou em NBA 2K27.

Um jogo autêntico e com várias possibilidades

Após praticamente 11 anos longe da franquia, revisitar NBA 2K me fez perceber o porque eu gostava de jogar os títulos e os considerava o simulador definitivo para jogar basquete.  É inegável como o trabalho da 2K transformou a NBA em um produto importante para o estúdio.

O problema, logo de cara, é a alta dependência de microtransações, tanto fora quanto dentro do jogo. Por exemplo, jogando o MyCareer, você tem acesso a Cidade, que permite explorar e adquirir itens cosméticos para seu jogador, entre outras coisas, mas tudo depende de VC, a moeda do jogo.

O mesmo conceito se aplica ao acessar a aba do seu jogador no menu MyPlayer ou de habilidades. Os atributos do seu jogador dependem de VC, enquanto outras habilidades extras, dependem de você cumprir diversos requisitos para desbloquear e aí sim conseguir utilizar.

E falando na Cidade, ela reserva várias atividades, como local de partidas treino, desafios, quadra aberta para jogar ao estilo 3×3 com você controlando seu jogador, ou em partidas usando suas cartas do MyTeam. Há ainda uma infinidade de atividades para serem feitas, sozinho ou multiplayer. Aqui a sensação é estar jogando um GTA Online com um mapa mais fechado, mas com centenas de horas em diversas atividades.

Indo além do MyCareer, temos o MyNBA que se divide entre jogar a experiência padrão simulando a vida real ou personalizar de acordo com o gosto do jogador. Ainda neste modo temos a possibilidade de assumir um jogador já real e controlando apenas ele ou então focar somente na administração da franquia a sua escolha da NBA.

Ainda há dentro do MyNBA a opção de jogar a temporada a partir dos playoffs ou ter uma experiência mais dinâmica com regras e configurações mais simples do que o tradicionalmente adotado pela liga. 

Vale ainda destacar que se você optar pelo modo que oferece uma experiência completa, você pode escolher entre diferentes Eras da NBA, sendo períodos como 1983/1984, anos 90, começo dos anos 2000 ou meados de 2016. Cada um dos períodos traz jogadores, emblemas e escudos dos times das diferentes épocas.

Optando por jogar em uma Era de Michael Jordan, por exemplo, o jogo oferece um filtro para deixar a imagem mais fiel à época, com granulados, imagens quase que preto e branco, e falhas na transmissão, fazendo você viajar no tempo para a época. Claro, é opcional e você pode desativar no menu de opções.

O outro modo presente é o MyTeam, que seria equivalente ao Ultimate Team da EA. Aqui é voltado a montar elencos baseados em cartas, estas que são ganhas abrindo pacotes. O modo coloca junto jogadores da NBA e WNBA, a liga feminina, e ainda mistura as diferentes épocas, com jogadores dos anos 80 até os tempos atuais.

E falando no WNBA, a liga feminina também recebe atenção com a possibilidade de você criar uma jogadora e construir seu próprio legado. Ou assumir uma franquia e administrar todo o time levando ao ápice do sucesso e conquistas.

História é divertida, mas cheia de clichês

No modo MyCareer, temos a história Fire & Concrete (Fogo e Concreto), que se desenvolve acerca de um ainda jovem jogador, que tenta recuperar seu espaço no basquete. São 11 capítulos, que se dividem entre cinemáticas e missões na quadra, acompanhando o prospecto MP entre liga juvenil, G League, até chegar à NBA.

Nas cinemáticas boa parte das cenas são bem dramáticas, como se fossem aqueles reality show exagerados. Já na quadra se resume em cumprir objetivos e poder avançar para o próximo capítulo. Há ainda uma quantidade considerável de personagens, mas quase todos eles são clichês em suas motivações.

A narrativa também apresenta aquele clichê de superação e volta por cima do nosso personagem. Particularmente é divertido, mas no fim é completamente esquecível a existência do modo história dentro do jogo.

Jogabilidade é o ápice para um jogo de basquete

Quando falamos em jogo de videogame de basquete, claro que pode ser logo lembrado o trabalho que a 2K vem fazendo ao longo de tantos anos. NBA 2K27 eu defino como o ápice de um jogo de basquete por sua jogabilidade extremamente refinada.

O jogo traz um equilíbrio entre atacar e defender, dando a imersão de partidas reais. Assim como a cadência entre os times adversários, mesmo em dificuldades mais altas, buscam sempre estratégias e não só atacar rapidamente e pontuar. E isso me impressionou.

As partidas se desenvolvem de maneira natural, dos times que joguei, cada jogador tem uma resposta tátil nas jogadas. Por exemplo, em uma jogada com arremesso de 3 pontos, não é apenas arremessar e acertar o timing, mas toda uma preparação definida pela habilidade do jogador, posicionamento, se está sob pressão de marcação ou não. Tudo isso molda como o jogo em si responde.

Há diversas opções de acessibilidade para configurar e tentar deixar o jogo mais amigável o possível para diferentes públicos de gamers, seja ele mais experiente ou iniciante com a franquia NBA 2K. Além disso, constantemente, em todas as novidades que NBA 2K27 te apresenta, traz tutoriais e muitas explicações de como as mecânicas funcionam.

E falando sobre iniciantes, essa é a primeira vez na história que NBA 2K chega com legendas em português do Brasil. Um movimento que finalmente veio em resposta a popularidade que o esporte já tem no Brasil, e como tem crescido nos últimos anos.

Gráficos são bonitos, mas algumas animações são travadas

Graficamente NBA 2K27 me surpreendeu em como o jogo tem visuais bonitos e como o ambiente em si te faz sentir dentro da quadra ou de uma transmissão real. Seja pelos comentaristas e narradores, como até o próprio Shaquille O’Neal, além de também a abertura dos jogos, com partes do hino americano.

Os jogadores receberam um carinho em detalhes gigantescos, mesmo em títulos anteriores, que traziam o ritual do LeBron James, por exemplo, no começo dos jogos. Porém aqui é tudo mais natural e imersivo, comparado aos jogos anteriores, mostrando como anualmente o NBA da 2K ainda busca lapidar seu produto.

Em contrapartida, por diversos momentos vi animações que destoam totalmente de outras, como as famosas “caranguejadas” do FC (antigo FIFA). Ou então em momentos que corta do replay de um lance para um jogador e ele está todo desengonçado com suas expressões faciais.

Outras animações durante as jogadas, em destaque quando está se defendendo, acontecem leves travadas na responsividade. Não é algo que incomoda de fato, mas que se tornam evidentes após muitas horas jogando.

Não tive situações de bugs que atrapalhassem a jogatina em si, apenas aqueles tradicionais NPCs na torcida se fundindo uns aos outros. Outros detalhes pontuais foram nas legendas, que em momentos pontuais apresentou tradução diferente do que era dito.

NBA 2K27 vale muito a pena

É impossível chegar ao fim desse texto e não dizer que NBA 2K27 vale muito a pena, principalmente pelos amantes do basquete. Mesmo tantos anos sem jogar novos jogos da franquia, foi fácil perceber em como ela reúne o melhor da liga e tenta transmitir autenticidade e simplicidade para diferentes tipos de jogadores. Com destaque aos diferentes modos e como eles são densos de conteúdo mesmo para um título anual.

Análise foi realizada no PlayStation 5 com um código enviado pela 2K Games

Outras reviews:

Amante de Games desde criança e viciado em caçar platinas. Profissional de TI nas horas vagas. Você me encontra no X: @gennerdouglas