A série Star Wars: a Acólita traz um novo frescor para a franquia, apresentando novos temas e conceitos além do clássico Jedi X Sith

A série Star Wars: O Acólito parece está dando certo em seus primeiros episódios. A nova série da Disney+ acumulou 93% de aprovação de críticos no Rotten Tomatoes e 4,8 milhões de visualizações em seu primeiro dia. Com mais episódios vindo por aí toda terça-feira, nós, do Conecta Geek, vamos compartilhar as primeiras impressões da série a partir dos três episódios já lançados.

True Crime Star Wars

A série se passa um século antes do “Episódio I: Ameaça Fantasma”, em que mestres jedi estão sendo mortos por uma assassina misteriosa e cabe a uma ex-padawan, Osha, descobrir o motivo por esses assassinatos ao lado de seu ex-mestre. A história se passa no fim do período Alta República em Star Wars, quando a República Galática estava vivendo seu ápice em paz e prosperidade. Nesta época, a Ordem Jedi age como policiais, diplomatas e negociadores. Contudo, ainda há forças que querem destruir os Jedi e a República, mesmo com a ameaça dos Sith já extinta. Ou isso é o que todos pensam.

Em primeiro lugar, é uma novidade a franquia estar explorando este período de Star Wars, já que a Alta República foi apenas abordado em uma série de livros. Esteticamente, a história lembra a saga dos prequels de Star Wars, quando a Ordem Jedi era mais proeminente. Além disso, muitos elementos dos prequels estão presentes como referências, como os alienígenas da Federação de Comércio ou a concepção da protagonista.

O que chama mais a atenção é o estilo da coreografia das lutas de O Acólito em que envolve mais artes marciais do que combate de sabres de luz. Embora não são impressionantes por si, são algo novo e trazem frescor aos duelos que estamos acostumados a ver em Star Wars. O motivo dentro da trama é que O Acólito tem de matar seus alvos sem usar uma arma, ou seja, um sabre de luz. O que parece um teste de derrotar um jedi sem usar um sabre, mas também é algo sútil em não revelar a identidade das forças malignas por trás.

Primeiras Impressões | O Acólito e o passado nebuloso dos Jedi 
Coreografia é um dos destaques da série até aqui (Foto: Rpeorudção/Disney+)

A trama, embora revele logo a identidade, conexão e motivo da assassina em cometer esses crimes, tentar mostrar que algo mais sinistro envolvendo os Jedi aconteceu antes da série. Enquanto os filmes sempre retrataram quem é mal e quem é bom pela cor do sabre, você começa a duvidar as intenções da Ordem.

Expandindo algo (não tão) novo

No terceiro episódio, conhecemos um grupo chamado Bruxas de Brendok, uma comunidade de mulheres que tem uma visão diferente dos Jedi e Sith sobre a Força. Pelo pouco que foi mostrado, elas buscam isolamento da galáxia e do olhar intrometedor dos Jedi. O episódio é um flashback sobre a história de Osha e Mae, gêmeas e a protagonista e antagonista da série, respectivamente. Durante o episódio, temos um vislumbre dos motivos pelos quais Mae quer se vingar dos Jedi.

É interessante a ideia de criar novos grupos que vem e usam a Força de outra maneira do que estamos acostumados com os Jedi ou os Sith, como as Bruxas de Darthomir em Clone Wars. São detalhes como esses que contribuem para a mitologia da franquia, deixando uma galáxia tão, tão distante que já conhecíamos maior em perspectiva. Que outros grupos poderiam aparecer? Que novas histórias que fujam da tangente podem ser criadas?

Sobretudo, vejo que a série parece mais aberta para contar uma nova história, adicionar novos elementos no universo e abordar temas que não comuns em Star Wars. Com isso, Star Wars: O Acólito traz um novo frescor para Star Wars.

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