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Review | LEGO Batman: O Legado do Cavaleiros das Trevas é um dos melhores jogos feito de LEGO

Os jogos da série LEGO sempre foram grandes experiências caricatas de diversas franquias do entretenimento. Lembro de ver os jogos de LEGO Batman e achar que eram extremamente divertidos para jogar em cooperação.

Depois de anos sem um novo título do herói, o morcego está de volta com uma proposta mais ousada em LEGO Batman: O Legado do Cavaleiros. Em vez de se prender a uma adaptação específica, o jogo apresenta uma história que conecta diferentes versões do Batman ao longo de décadas.

Uma grande homenagem ao Homem Morcego

A TT Games conseguiu unificar várias fases do Homem Morcego em uma única narrativa, reunindo momentos marcantes do cinema e diversos vilões clássicos. Entre eles estão o Espantalho e, sobretudo, o Coringa, que tem uma forte inspiração na interpretação de Heath Ledger. Além disso, o humor característico da série continua presente, garantindo vários momentos divertidos ao longo da campanha.

A primeira coisa que chama atenção ao controlar o Batman é como o combate se aproxima bastante da série Arkham. Com apenas um botão, conseguimos executar sequências de golpes com facilidade, enquanto observamos os ataques inimigos para esquivar ou contra-atacar no momento certo.

Combate bem familiar

O sistema de combate é extremamente simples e funcional. Para quem busca mais desafio, recomendo escolher a dificuldade mais alta. Nas demais opções, a diferença é pequena. Na dificuldade fácil, praticamente não existe risco de derrota, enquanto na média o dano recebido continua muito baixo, tornando a experiência bastante acessível.

Reprodução: Paulo Vitor

Outra semelhança com a série Arkham está na utilização do gancho. Ele serve tanto para alcançar prédios mais altos quanto para se movimentar discretamente e eliminar inimigos de forma silenciosa. E, claro, o que seria do Batman sem o Batmóvel? Aqui ele é essencial para atravessar Gotham com rapidez.

A exploração se resume principalmente à busca por colecionáveis e ao combate ao crime pelas ruas da cidade. Essas atividades surgem constantemente e incluem situações variadas, como salvar civis de assaltos, impedir conflitos entre gangues e perseguir veículos procurados, utilizando um guincho para detê-los.

Poucos personagens é um problema?

Uma das características mais marcantes da série LEGO sempre foi a enorme quantidade de personagens disponíveis. Aqui, no entanto, a proposta é completamente diferente. Ao todo, temos apenas sete personagens jogáveis, incluindo o próprio Batman. Para quem gostava das listas gigantescas de heróis e vilões, isso pode parecer decepcionante à primeira vista. Porém, foi uma das melhores decisões tomadas pelo estúdio.

Para compensar a quantidade reduzida de personagens, o jogo oferece dois sistemas de progressão. O primeiro é uma árvore de habilidades geral, focada em atributos de combate e exploração. O segundo é exclusivo para cada personagem, permitindo aprimorar seus equipamentos e habilidades específicas.

Reprodução: Paulo Vitor

A campanha possui uma duração moderada, podendo ser concluída em cerca de 12 horas. Entretanto, esse tempo aumenta bastante para quem gosta de completar tudo. Existem inúmeros colecionáveis espalhados pelo mundo aberto e também durante as missões principais.

Esses itens servem principalmente para personalizar a Batcaverna, permitindo decorá-la com diversos objetos relacionados ao universo do Batman ou até mesmo com itens mais comuns do cotidiano.

O mais interessante na busca pelos colecionáveis são as recompensas. Entre elas estão novos veículos, trajes clássicos inspirados em diferentes obras do personagem e pontos de habilidade adicionais.

O LEGO mais bonito que já foi demonstrado

Visualmente, este é o jogo de LEGO mais bonito já produzido pela TT Games. Isso fica evidente em pequenos detalhes, como as gotas de chuva escorrendo pelo capacete do Batman. O nível de detalhamento chega a impressionar. Gotham também contribui para esse resultado, com distritos inteiros recriados em peças de LEGO de forma extremamente convincente.

Reprodução: Paulo Vitor

Já a trilha sonora remete bastante aos filmes clássicos do herói, trazendo temas facilmente reconhecíveis pelos fãs mais antigos.

O único problema do jogo está justamente em algo que sempre fez parte da identidade da série: o foco no cooperativo. Pelos trailers, parecia que teríamos uma experiência muito mais voltada para o jogador solo. No entanto, conforme avançamos, fica claro que a estrutura cooperativa continua sendo um dos pilares do design.

Muitos quebra-cabeças exigem a troca constante de personagens, seja para manter algum mecanismo ativado ou para utilizar equipamentos exclusivos. Para quem joga sozinho, isso pode se tornar repetitivo em alguns momentos. Já no cooperativo, essas situações funcionam de forma muito mais natural e divertida.

Vale a pena?

LEGO Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas moderniza a fórmula da TT Games sem abandonar a essência que tornou a franquia tão popular. Com um combate inspirado na série Arkham, uma Gotham repleta de atividades e uma campanha divertida do início ao fim, o jogo faz jus ao status de uma das melhores adaptações do Batman já produzidas e também figura entre os melhores títulos LEGO do estúdio.

Embora seja perfeitamente jogável sozinho, é no cooperativo que ele realmente mostra tudo o que tem a oferecer.

A Warner Bros Brasil forneceu uma cópia para esse review.

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