Preview | Fatekeeper: Acesso Antecipado apresenta jogo de forma confusa
Imagem: Conecta Geek

Preview | Fatekeeper: Acesso Antecipado apresenta jogo de forma confusa

Após ver alguns trailers e informações sobre o seu lançamento, Fatekeeper me chamou atenção pela proposta que o jogo aparentava trazer, juntamente da sua jogabilidade. E bom, após ter oportunidade de jogar o Acesso Antecipado lançado em junho deste ano de 2026, finalmente consegui tirar algumas conclusões do projeto até aqui.

O Acesso Antecipado infelizmente traz apenas cerca de 2 horas de conteúdo, no qual o estúdio promete ter mais de 15 horas na versão final. Então, é visível que o jogo está “cru” e com muito a melhorar até o lançamento. Outro problema é a ausência de legendas ou dublagem em português, o que pode afastar jogadores que não dominam o inglês.

Uma proposta ousada…

E começando pelo ponto que me incomodou já nas horas que joguei, foi que a história é apresentada de forma confusa e sem um ponto de partida. Ao que dá a entender é que o personagem está em uma batalha de grandes proporções com diferentes facções, mas os motivos não são claros.

Além disso, até onde é nos apresentado sobre Fatekeeper, a história gira em torno de ocultismo e viagens por fendas temporais, mas que infelizmente não me fisgou nesse primeiro contato com o jogo. Principalmente, pois em primeiro pensei que seria algo próximo de“Skyrim” ou até mesmo “Kingdom Come Deliverance”.

E falando nisso, temos o combate, que diferente de RPGs mais voltados para ação, Fatekeeper bebe um pouco de fontes da simulação. O combate é lento, transparecendo que estamos mesmo controlando um personagem cheio de armaduras e segurando espadas pesadas.

Cada movimento de golpe consome a barra de estamina, mas também é importante controlar a defesa dos golpes dos inimigos, que causam muito dano. No jogo há magias, como fogo, gelo ou levitar, mas que consomem a barra de mana.

Para recarregar a barra de mana ou saúde, é necessário consumir porções, encontradas ou craftadas em caldeirões espalhados pelos locais que passamos. No geral a mecânica é bem complexa para jogadores iniciantes no gênero, o que pode afastar muitos interessados.

Como todo grande RPG, temos a árvore de habilidades, bem vasta em opções por sinal. Mas no Acesso Antecipado só algumas delas estavam disponíveis, mostrando que a versão final pode ser, sim, grandiosa em extensão.

Visualmente Fatekeeper traz gráficos deslumbrantes entre lançamentos mais recentes e dado o escopo orçamentário do jogo diante a outros títulos. Os visuais são bonitos e os efeitos de iluminação tem uma riqueza em detalhes. Mas a otimização ainda não está totalmente refinada, com leves travamentos durante a gameplay.

Outro detalhe é a direção de arte com detalhes de armaduras, cavernas, masmorras e reações dos inimigos aos golpes, mesmo que estes sejam pouco variados. A dublagem original conta com boas vozes, até mesmo o nosso companheiro de jornada, que chamou atenção nos trailers, o rato falante.

Fatekeeper vale a pena pelo preço!

O único motivo que de longe vale destacar e que faz Fatekeeper valer a pena nessa altura do campeonato é o valor cobrado. O jogo pode ser adquirido por R$ 39,99 na Steam e promete receber muito conteúdo até o lançamento da sua versão final. Entretanto, até lá, o título apresenta um Acesso Antecipado quase que totalmente sem conteúdo e com uma história mal introduzida.

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Amante de Games desde criança e viciado em caçar platinas. Profissional de TI nas horas vagas. Você me encontra no X: @gennerdouglas