Depois que joguei o remaster do primeiro jogo, fiquei curioso para saber quando seria lançada a sequência. Enfim, ela chegou com o mesmo tratamento do seu antecessor, incluindo alguns bônus para os entusiastas.
Uma abordagem diferente
Diferente do primeiro jogo, Croc 2: Kingdom of Goobos já apresenta uma abordagem um pouco mais promissora para a época. Enquanto o primeiro título tem uma estrutura de fases que são escolhidas pelo menu principal, aqui temos um pequeno mundo aberto, embora bastante enxuto, onde podemos interagir com os personagens, que sempre respondem com um tom humorístico. Além disso, podemos realizar algumas atividades secundárias, como um campeonato para ver quem arrota mais alto.
Ao todo, o jogo conta com apenas quatro mundos, cada um dividido em quatro a cinco fases. As fases têm temáticas bastante semelhantes às do primeiro jogo, inclusive nos biomas, dando a sensação de que alguns mapas foram reaproveitados. Para evitar que tudo fique repetitivo, o jogo nos desafia a encontrar os cristais especiais, embora essa tarefa seja opcional. Eles ficam bem escondidos e, às vezes, precisamos de algum item específico, comprado na loja, para conseguir alcançá-los.

Além dos cristais especiais, também temos os cristais comuns, dos quais podemos coletar até 100 por fase. Eles servem como moeda para comprar o que precisamos na loja, como a gelatina, que funciona como um trampolim, o pote de coração, que aumenta nossa vida, e um robô que permite entrar em locais específicos por tempo limitado para coletar cristais.
A campanha é bem curta. Se o objetivo for apenas passar pelas fases sem coletar tudo, é possível terminar o jogo tranquilamente em cerca de quatro horas. Para quem busca completar os 100%, porém, o tempo de jogo se estende bastante. Ao coletar todos os cristais especiais de uma fase, recebemos uma taça de ouro. Conseguindo todas elas, desbloqueamos uma fase extra que, ao ser concluída, libera uma peça de quebra-cabeça. Essas peças são necessárias para desbloquear um final secreto.
Melhorias do remaster
Falando agora sobre o remaster, as melhorias são bastante simples. O trabalho gráfico está no mesmo nível do primeiro jogo, mas aqui conseguimos notar ainda mais a diferença quando alternamos para os gráficos originais.
No modo original, percebemos que o cenário vai se formando à nossa frente conforme avançamos. Já no remaster, a fase está totalmente carregada, sem esse problema. A opção de alternar os gráficos com apenas um botão é bastante legal, pois permite comparar as diferenças em tempo real.

Com relação à jogabilidade, o jogo mantém a opção de jogar no modo clássico, com os controles no estilo tanque, que dificultavam bastante na hora de pular entre as plataformas. Aqui também temos a adaptação para os controles modernos, o que torna a experiência muito mais fácil e agradável.
O que me pegou de surpresa foi a inclusão de outra opção de controle, baseada na versão para PC lançada em 2000, que já trazia algumas melhorias na jogabilidade naquela época. É legal poder comparar as opções e perceber como o gameplay evoluiu.
Vale a pena?
No fim das contas, Croc 2: Kingdom of Goobos cumpre sua tarefa de trazer um clássico do início da era 3D para as gerações modernas, mantendo a essência do original e oferecendo melhorias que tornam a experiência mais agradável. O remaster não traz grandes mudanças gráficas ou novidades que transformem o jogo, mas a possibilidade de alternar entre os visuais originais e atualizados, junto da adaptação para os controles modernos, já faz diferença na hora de jogar.
Para quem gostou do primeiro remaster, esta sequência é um complemento natural, principalmente para quem quer continuar acompanhando as aventuras do Croc. Mesmo com uma campanha curta e algumas limitações que permanecem da versão original, o jogo ainda consegue oferecer uma experiência divertida e descompromissada. No fim, é um remaster que faz o suficiente para preservar um clássico, sem ir muito além disso, sendo uma boa oportunidade para revisitar essa fase dos jogos de plataforma em 3D.
Agradecimento a Argonaut Games por nos fornecer uma cópia para review.
Confira também
- Review | Call of Duty: Modern Warfare 4 é o retorno triunfal que a franquia precisava
- Review | Mouthwashing e o horror agoniante de vivenciar um desastre interativo
- Review | Joe & Mac Retro Collection reúne três clássicos, mas a campanha curta não condiz com o preço
- Review | Tenebris Somnia transforma um pesadelo retrô em um terror cinematográfico





















Deixe uma resposta