Realizar esta review de Call of Duty: Modern Warfare 4 me deixou muito feliz. Afinal, não é sempre que temos a oportunidade de jogar um título de uma franquia tão querida e terminar com a sensação de que encontramos algo realmente especial. E já quero adiantar meu veredito: este é um dos melhores Call of Duty dos últimos anos e, para mim, o melhor jogo da saga Modern Warfare.
A última vez que me senti tão envolvido com a franquia foi em Modern Warfare, de 2019, que até então ocupava o primeiro lugar entre meus favoritos. Entretanto, muita coisa aconteceu desde aquele lançamento, especialmente com a chegada de Modern Warfare III, em 2023. Sua campanha curta e um encerramento que deixou diversas questões em aberto provocaram uma enorme insatisfação entre os fãs.
Nos anos seguintes, Black Ops 6 e Black Ops 7 seguiram caminhos diferentes, apostando em experiências mais extravagantes, especialmente no caso do último. Embora tenham suas qualidades, nenhum deles conseguiu despertar em mim o mesmo entusiasmo que os melhores capítulos de Modern Warfare. Por isso, a Infinity Ward tinha uma responsabilidade enorme ao retornar à série depois de três anos.
O resultado superou minhas expectativas. Modern Warfare 4 resgata características que sempre admirei na franquia, mas também encontra espaço para apresentar novas ideias.
Acima de tudo, demonstra que Call of Duty ainda consegue surpreender até mesmo alguém que acompanha a série há tantos anos. Sem mais enrolação, fique comigo nesta review de Modern Warfare 4 e saiba os motivos do meu entusiamo.
Esta review de Modern Warfare 4 foi realizada no PlayStation 5 base com um código cedido pela Activision.

Duas frentes narrativas conectadas pelas consequências da guerra
A história de Modern Warfare 4 acontece após os acontecimentos de Modern Warfare III e procura lidar com as consequências das decisões tomadas naquele jogo. Para isso, a Infinity Ward construiu uma narrativa dividida em duas frentes, que inicialmente parecem distantes, mas começam a se conectar conforme os conflitos avançam.
De um lado, acompanhamos John Price, agora envolvido em uma perigosa busca por vingança. As consequências do jogo anterior o colocaram em uma situação delicada, levando o capitão a formar alianças questionáveis e tomar decisões que nem sempre combinam com os princípios que costumava defender. Kate Laswell também participa dessa jornada, tentando impedir que sua obsessão provoque consequências ainda maiores.

A outra frente apresenta Park Hyun-Jun, um soldado sul-coreano que precisa enfrentar um conflito envolvendo a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Enquanto Price conduz operações clandestinas, Park testemunha os horrores de uma guerra em grande escala. Essa diferença entre as duas perspectivas funciona muito bem, principalmente porque permite acompanhar os acontecimentos por pontos de vista bastante distintos.

Novos personagens e reviravoltas inesperadas
A campanha também utiliza flashbacks e alterna entre diferentes personagens jogáveis. Além disso, apresenta figuras interessantes, como o próprio Park, que ajudam a construir uma nova identidade para a narrativa. A possibilidade de assumir o controle de personagens inesperados também reserva algumas surpresas que prefiro não revelar.
Um dos grandes acertos está justamente na coragem de tomar decisões difíceis. A história não poupa personagens importantes e, em determinados momentos, transmite aquela sensação de imprevisibilidade que encontramos em Game of Thrones. Há também situações que me lembraram The Last of Us Part II, especialmente pela maneira como o jogo coloca o jogador diante de confrontos emocionalmente complicados.
Essas escolhas ajudam a criar uma sensação de insegurança sobre o destino dos protagonistas. Em vez de confiar que todos estarão presentes até o encerramento, passei a acompanhar cada acontecimento com bastante atenção, sem saber exatamente até onde a Infinity Ward estaria disposta a levar seus personagens.
Algumas decisões poderiam ter recebido mais desenvolvimento
Entretanto, nem todas as escolhas narrativas me agradaram completamente. A Infinity Ward parece ter tido pressa para encerrar a participação de um personagem icônico, cuja presença poderia ter sido melhor desenvolvida. Entendo a intenção de deixar determinados acontecimentos para trás e abrir espaço para uma nova fase, mas acredito que essa transição merecia um pouco mais de tempo.
Outro ponto envolve o antagonista interpretado por Mads Mikkelsen. O ator transmite personalidade e ameaça ao personagem, mas senti que seu potencial poderia ter sido explorado ainda mais. Felizmente, o elenco conta com outros vilões interessantes, incluindo figuras implacáveis que ajudam a sustentar a tensão da campanha.

Ainda assim, gostei muito da direção escolhida para a história. A Infinity Ward encontrou uma maneira de reorganizar a narrativa da Task Force 141 e encaminhar questões que se arrastavam desde os capítulos anteriores. Sei que algumas decisões vão dividir opiniões, principalmente entre os fãs mais antigos, mas considero que essa ousadia era necessária.
Quer missões cinematográficas? A campanha está repleta disso!
Se a narrativa tem momentos discutíveis, a construção das missões representa um dos maiores triunfos de Modern Warfare 4. Fazia muito tempo que eu não encontrava uma campanha de FPS capaz de me prender dessa maneira. Em vários momentos, simplesmente não queria que determinada missão terminasse, tamanha era a diversão proporcionada por suas mecânicas e situações.
A Infinity Ward demonstra uma criatividade impressionante ao longo da aventura. Existem perseguições de carro, confrontos envolvendo helicópteros, operações noturnas, invasões de instalações e sequências de ação que parecem retiradas de grandes produções cinematográficas. Algumas perseguições a pé são particularmente empolgantes, enquanto determinados combates aproximam a experiência de filmes como John Wick.

Esses momentos também revelam uma brutalidade que me surpreendeu. Em certos confrontos, o combate corpo a corpo permite aparar ataques e executar finalizações violentas, transmitindo uma agressividade que chega a lembrar o Kratos dos primeiros God of War. O interessante é que essa violência não aparece apenas para impressionar visualmente, mas ajuda a reforçar a atmosfera sombria da história.
Uma missão semiaberta quebra o ritmo da campanha
Minha principal ressalva em relação ao ritmo envolve uma missão de estrutura semiaberta, que lembra bastante Far Cry. Nela, podemos conquistar posições, liberar pontos de viagem rápida, coletar recursos para melhorar equipamentos e explorar uma região consideravelmente maior. Também existem documentos que oferecem pistas sobre esconderijos e segredos, incentivando uma investigação que me lembrou, em menor escala, alguns quebra-cabeças de Silent Hill.
Não considero essa missão ruim. Pelo contrário, ela é bem desenvolvida e oferece uma liberdade que não encontramos no restante da campanha. O problema é justamente sua posição dentro de uma aventura tão intensa, pois a exploração prolongada interrompe aquele ritmo de acontecimentos que me conquistou desde o início.

Ainda assim, gostei de perceber que a equipe tentou experimentar uma estrutura diferente sem transformar toda a campanha em um mundo aberto. Quem prefere avançar diretamente pelos objetivos consegue fazê-lo, enquanto jogadores mais curiosos encontram motivos para vasculhar a região.

Uma experiência que desperta vontade de jogar novamente
A campanha também apresenta situações nas quais os personagens reagem diretamente às nossas atitudes. Apontar uma arma para um civil, por exemplo, pode provocar demonstrações de medo, enquanto algumas interações permitem abordar pessoas de maneiras diferentes. São detalhes que ajudam a tornar aquele mundo mais convincente, mesmo dentro de uma experiência bastante cinematográfica.
Minha avaliação da campanha é 10/10. Já joguei inúmeros FPS, incluindo BioShock, Battlefield e praticamente todos os Call of Duty, mas poucas campanhas me proporcionaram uma experiência tão envolvente. Pela primeira vez na franquia, terminei a história com vontade genuína de repetir missões apenas pelo prazer de vivenciar aquelas sequências novamente.

Jogabilidade resgata a identidade mais realista de Modern Warfare
Uma das decisões mais acertadas da Infinity Ward foi preservar a identidade de Modern Warfare em vez de simplesmente reproduzir as mecânicas dos Black Ops recentes. Aqui, a movimentação é mais física e controlada, sem depender de saltos impossíveis ou acrobacias pela parede. O jogador sente que está controlando um soldado equipado para o combate, e não alguém capaz de desafiar as leis da gravidade.
A ausência do omnimovement, presente nos Black Ops mais recentes, contribui bastante para essa sensação. Embora ainda seja possível deslizar, escalar obstáculos e até terminar determinados movimentos deitado de costas, tudo acontece de maneira mais contida. A movimentação também é um pouco mais lenta, característica que pode desagradar quem prefere partidas extremamente aceleradas.

Pessoalmente, gostei bastante dessa abordagem, pois combina com o estilo de combate que sempre associei aos melhores capítulos da série. A experiência mantém a agilidade necessária para um FPS moderno, mas oferece uma sensação maior de peso durante os deslocamentos e confrontos.
Arsenal diversificado e equipamentos táticos aprimorados
A sensação dos armamentos é deliciosa. Pistolas, rifles de assalto, escopetas e lançadores de foguetes apresentam diferenças perceptíveis durante os disparos. O peso das armas e a resposta dos controles tornam os confrontos extremamente satisfatórios, especialmente quando precisamos alternar rapidamente entre equipamentos.
O arsenal combina armas conhecidas da franquia com novas opções, oferecendo bastante variedade durante a campanha. Os equipamentos táticos também receberam atenção, incluindo a possibilidade de lançar granadas de maneira rasteira. Outro destaque é o sensor de pulsação, que ganhou importância em determinadas situações e se tornou uma ferramenta valiosa para localizar ameaças.
Outro acerto importante é a menor influência de Warzone na estrutura da campanha. Existem elementos compartilhados, como o uso de placas de blindagem, mas eles não transformam as missões em uma experiência que parece pertencer a outro modo. A Infinity Ward compreendeu que a campanha precisava preservar sua própria identidade, algo que senti falta em determinados capítulos anteriores.
Inteligência artificial e recursos do DualSense deixam ressalvas
Entretanto, senti falta de um aproveitamento maior dos recursos do DualSense. Mesmo com uma excelente sensação de disparo, os gatilhos adaptáveis e o feedback háptico não apresentam a intensidade que eu esperava de um jogo desse porte. Também percebi que os desmembramentos durante os tiroteios são mais discretos, embora isso não prejudique a qualidade geral dos confrontos.
Minha reclamação mais incômoda, curiosamente, envolve os companheiros controlados pela inteligência artificial. Quando tentamos explorar uma sala, eles frequentemente insistem para que avancemos. Ouvir repetidamente alguém dizendo para seguir o caminho correto acaba sendo irritante e prejudica a vontade de investigar os cenários.
A inteligência artificial dos inimigos também não apresenta grandes avanços. Os adversários cumprem seu papel nos confrontos, mas raramente demonstram comportamentos especialmente inteligentes.

Felizmente, a variedade das situações e a excelente resposta dos armamentos conseguem sustentar a diversão, mesmo quando os inimigos não oferecem grandes surpresas.
Visuais impressionantes e uma direção artística que valoriza cada cenário
Modern Warfare 4 talvez seja o Call of Duty mais bonito que já joguei. A qualidade gráfica impressiona não apenas pelo nível de detalhes, mas principalmente pela maneira como a Infinity Ward trabalha a iluminação e as condições climáticas. Durante a campanha, visitei tantos lugares visualmente marcantes que frequentemente interrompia minha progressão apenas para observar o cenário e registrar algumas capturas de tela.

A aventura passa por diferentes regiões do mundo, incluindo locais da Europa, Estados Unidos e Mumbai. Cada ambiente possui características próprias, desde espaços urbanos densamente ocupados até regiões cobertas de neve e instalações praticamente mergulhadas na escuridão. Também existem sequências subaquáticas que demonstram o cuidado da equipe com a diversidade visual.
A iluminação merece um destaque especial. Em determinadas missões, a ausência de fontes luminosas realmente compromete nossa visão, obrigando o jogador a prestar atenção em pequenos pontos de luz e utilizar equipamentos adequados. A neve também interfere na visibilidade de maneira convincente, criando uma atmosfera que ajuda a transmitir as dificuldades enfrentadas pelos personagens.

Expressões faciais impressionam nas cenas cinematográficas
Os modelos dos protagonistas impressionam tanto quanto os cenários. John Price, Ghost e os novos integrantes do elenco apresentam expressões faciais excelentes, especialmente durante as cenas produzidas com o próprio motor gráfico. É possível perceber a raiva no olhar de Price ou o sarcasmo na expressão do personagem interpretado por Mads Mikkelsen, detalhes que acrescentam muito à apresentação da história.
A qualidade das animações também ajuda a transmitir o estado físico dos personagens. Quando alguém está machucado ou enfrentando uma situação desesperadora, sua aparência comunica esse sofrimento de maneira convincente. Esse cuidado fortalece a conexão emocional com o elenco e torna os momentos dramáticos ainda mais impactantes.

Destruição ambiental também merece destaque
Outro aspecto que merece elogios são as explosões e a destruição ambiental. Em uma missão envolvendo um helicóptero, por exemplo, podemos destruir estruturas gigantescas, e nossos companheiros chegam a comentar algumas dessas ações. Essa interação torna os confrontos mais interessantes e demonstra uma atenção aos detalhes que nem sempre encontramos em jogos do gênero.
Embora Battlefield 6 ainda me pareça superior quando o assunto é destruição de cenários, Modern Warfare 4 não fica muito atrás em determinadas situações. Existem algumas texturas que perdem qualidade quando observadas de perto, mas são problemas pequenos diante do conjunto visual. No geral, a apresentação é tão convincente que contribui diretamente para a imersão durante toda a campanha.

Desempenho no PS5 surpreende pela estabilidade
Joguei Call of Duty: Modern Warfare 4 no PlayStation 5 base e fiquei bastante satisfeito com sua otimização. Mesmo durante as missões mais movimentadas, com explosões e inúmeros inimigos, praticamente não percebi quedas de taxa de quadros. A fluidez permaneceu consistente durante minha experiência, algo especialmente importante em um FPS que exige respostas rápidas.
Também não encontrei bugs graves ou problemas que comprometessem o progresso. Notei apenas alguns episódios discretos de pop-in, pequenos serrilhados e imperfeições visuais ocasionais. Considerando a complexidade dos cenários e a quantidade de acontecimentos simultâneos, considero o resultado técnico excelente.
Trilha sonora e efeitos sonoros acompanham a intensidade da guerra
O trabalho sonoro de Modern Warfare 4 está entre os melhores aspectos da experiência. Cada disparo, explosão, passo e impacto possui uma presença marcante, ajudando a transmitir a intensidade dos confrontos. A trilha sonora também acompanha muito bem a narrativa, alternando momentos de suspense crescente com composições mais intensas durante as grandes sequências de ação.
As atuações de voz contribuem bastante para a construção dos personagens. Além disso, existem diálogos em idiomas nativos durante determinadas situações, algo que acrescenta autenticidade aos diferentes núcleos da história. O jogo também oferece dublagem e legendas em português brasileiro, permitindo acompanhar os acontecimentos com facilidade.
Prestar atenção aos diálogos é essencial durante as missões
Vale destacar que prestar atenção aos diálogos é fundamental durante a campanha. Os companheiros frequentemente indicam posições inimigas e orientam o jogador no meio dos tiroteios. Como tudo acontece muito rapidamente, deixar de ouvir uma instrução pode provocar alguns momentos de confusão.
No conjunto, considero o áudio digno de nota máxima. A qualidade dos efeitos, das interpretações e da trilha sonora complementa a apresentação cinematográfica, tornando os confrontos ainda mais envolventes.
Multiplayer diverte bastante, mas ainda precisa de ajustes

Nunca escondi que o multiplayer não é minha parte favorita de Call of Duty. Mesmo assim, costumo dedicar muitas horas às partidas para desbloquear camuflagens, cartões de visita, emblemas e outras recompensas. Em Modern Warfare 4, encontrei uma experiência extremamente divertida, embora alguns elementos precisem de ajustes.
O principal problema está nos mapas inéditos. Não gostei do design de várias arenas, principalmente pela organização de determinados caminhos e pela maneira como os pontos de reaparecimento funcionam.
Em algumas partidas, tive a impressão de que os respawns poderiam ter recebido mais atenção, já que certas situações prejudicam o equilíbrio dos confrontos.
Também considero importante lembrar que o multiplayer de Call of Duty costuma evoluir bastante após o lançamento. Ajustes de respawn e novos conteúdos podem melhorar pontos que atualmente me incomodam. Como a primeira temporada ainda não começou no momento desta análise, existe bastante espaço para aprimoramentos.
Modos tradicionais e recompensas pouco inspiradas
Os modos disponíveis cumprem bem seu papel, mas não apresentam nenhuma inovação que realmente tenha me surpreendido. O mesmo vale para boa parte das vantagens e séries de baixas, que seguem uma estrutura familiar aos veteranos. Existem novidades, naturalmente, mas a sensação geral é de um multiplayer que prefere aperfeiçoar uma fórmula conhecida a reinventá-la.
E isso não é necessariamente ruim. A movimentação mais controlada e a progressão por recompensas tornam as partidas bastante envolventes. É aquele famoso arroz com feijão muito bem feito, capaz de garantir horas de diversão mesmo sem apresentar mudanças revolucionárias.

Uma reclamação bastante pessoal envolve os cartões de visita. Sempre gostei de completar desafios para conquistar essas recompensas, mas achei os designs disponíveis pouco inspirados. Muitos parecem simples demais, sem aquela identidade visual que desperta vontade de enfrentar desafios difíceis apenas para desbloqueá-los.
Shipment continua sendo sinônimo de diversão
Felizmente, o retorno de Shipment ajuda a compensar algumas dessas decepções. O pequeno mapa clássico continua oferecendo aquela experiência completamente caótica, com confrontos acontecendo a todo instante e praticamente nenhum espaço para respirar. É justamente o tipo de diversão descompromissada que me faz voltar ao multiplayer.
Apesar das ressalvas, estou me divertindo muito. E essa avaliação vem de alguém que normalmente prefere dedicar seu tempo às campanhas da franquia. Por isso, acredito que os fãs mais dedicados das partidas competitivas também encontrarão bastante conteúdo para aproveitar.
DMZ é a cereja do bolo de Modern Warfare 4

Se o multiplayer conseguiu me surpreender, o DMZ foi ainda mais longe. Nunca fui um jogador especialmente dedicado a esse modo, principalmente pela dificuldade de encontrar amigos disponíveis para formar um esquadrão. Entretanto, a versão apresentada em Modern Warfare 4 conseguiu despertar um interesse que eu não sentia nas experiências anteriores.
A nova região oferece diversas atividades e incentiva o jogador a planejar cada incursão. Além de procurar equipamentos e enfrentar ameaças, podemos realizar missões de história que ampliam os acontecimentos apresentados na campanha. Essa continuidade narrativa é especialmente interessante para quem termina o modo principal querendo conhecer mais daquele universo.

Outro destaque é o sistema de preparação e progressão, que apresenta possibilidades interessantes de gerenciamento. A impressora 3D, por exemplo, permite produzir equipamentos utilizando recursos obtidos durante as incursões. Esse tipo de mecânica acrescenta um objetivo de longo prazo e torna a coleta de materiais mais recompensadora.
Jogar em equipe transforma a experiência

Entretanto, o DMZ continua sendo uma experiência muito mais interessante quando jogada com amigos. É possível utilizar o matchmaking, mas encontrar companheiros realmente dispostos a trabalhar em equipe nem sempre é simples. Em algumas partidas, cada integrante segue em uma direção diferente, prejudicando a coordenação necessária para completar determinadas atividades.
Por isso, minha recomendação é formar um esquadrão antes de entrar no modo. Com amigos, as missões ficam mais organizadas e a experiência ganha uma dinâmica bastante envolvente. Mesmo com pouco tempo dedicado ao DMZ em comparação com jogadores mais experientes, fiquei impressionado com sua capacidade de me prender.

Agora espero que a Infinity Ward mantenha um suporte consistente ao longo das próximas temporadas. O DMZ tem uma oportunidade excelente de conquistar uma comunidade fiel e continuar crescendo com novas atividades. Pelo que joguei até agora, potencial certamente não falta.
Considerações finais
Finalizo esta review de Call of Duty: Modern Warfare 4 dizendo que ele representa exatamente o tipo de retorno que eu esperava da franquia. Depois de três anos desde o controverso Modern Warfare III, a Infinity Ward entrega uma experiência que resgata a identidade da série e, ao mesmo tempo, demonstra coragem para encerrar ciclos importantes de sua narrativa.
A campanha foi o grande destaque da minha experiência, não apenas pela história, mas pela qualidade extraordinária das missões. Poucos FPS conseguiram me provocar tantas reações durante uma única aventura. A cada nova sequência, eu ficava curioso para descobrir o que aconteceria depois, mesmo sabendo que algumas decisões poderiam contrariar minhas expectativas.
Também fiquei satisfeito com a maneira como o jogo atende a diferentes perfis de jogadores. Quem prefere experiências individuais encontra uma campanha memorável, enquanto os fãs de multiplayer recebem uma fórmula tradicional bastante divertida. Já o DMZ apresenta conteúdo suficiente para conquistar até mesmo alguém que, como eu, nunca teve o costume de dedicar tantas horas ao modo.
Uma nota máxima que reflete minha experiência
Isso não significa que Modern Warfare 4 seja perfeito. Existem decisões narrativas apressadas, mapas multiplayer pouco inspirados, companheiros excessivamente insistentes e pequenos problemas técnicos. Entretanto, nenhuma dessas questões conseguiu diminuir significativamente o prazer que tive durante minha jornada.
Durante muito tempo, Modern Warfare de 2019 foi meu Call of Duty favorito e um dos jogos aos quais mais dediquei horas na vida. Eu sinceramente não imaginava que um novo capítulo conseguiria superar aquela experiência.
Modern Warfare 4 conseguiu, e fez isso justamente ao valorizar os elementos que sempre me fizeram gostar tanto dessa franquia.
A ausência do jogo no Game Pass no lançamento também significa que os interessados precisam considerar a compra separadamente. Ainda assim, acredito que o conteúdo oferecido justifica o investimento, especialmente para quem valoriza uma boa campanha de tiro.
Minha nota é 10/10. Não porque o jogo esteja livre de defeitos, mas porque o conjunto de experiências que ele proporciona merece, na minha avaliação, o reconhecimento máximo. Modern Warfare 4 me fez lembrar por que me apaixonei por Call of Duty e mostrou que ainda existe muito espaço para a franquia surpreender seus fãs.
Call of Duty: Modern Warfare 4 foi lançado em 23 de outubro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series, PC e, pela primeira vez, no Nintendo Switch 2
Leia também:





















Deixe uma resposta