The Crew Motorfest chegou ao Nintendo Switch 2 como uma alternativa para quem sente falta de jogos de corrida em mundo aberto no console da Nintendo. Com uma proposta que lembra Forza Horizon, o título da Ubisoft aposta em um mapa extenso, diferentes modalidades de competição e uma grande quantidade de atividades para manter o jogador ocupado. A adaptação funciona, mas alguns cortes técnicos impedem que essa versão alcance todo o potencial do jogo.
Um mundo aberto cheio de possibilidades
O que mais chama a atenção em The Crew Motorfest é a liberdade oferecida ao jogador. O cenário inspirado no Havaí reúne praias, regiões vulcânicas, estradas sinuosas e áreas urbanas, criando um espaço variado para explorar. Além das corridas tradicionais, é possível pilotar aviões e barcos, alternando entre diferentes veículos conforme a atividade.

As listas de desafios também ajudam a diversificar a experiência. Algumas são dedicadas a marcas específicas, enquanto outras exploram períodos históricos, estilos de condução e diferentes categorias de veículos. Há até atividades que incentivam o jogador a conhecer pontos turísticos e aspectos culturais do cenário.
A quantidade de conteúdo é um dos pontos fortes da versão para Nintendo Switch 2. Como o jogo já recebeu atualizações e novas atividades desde seu lançamento original, quem chega agora encontra uma experiência bastante completa. Mesmo sem iniciar uma corrida, dá para passar um bom tempo explorando o mapa e descobrindo novos eventos.
Outro recurso que merece destaque é a progressão compartilhada entre plataformas. Quem já joga em outro console pode continuar sua jornada no Nintendo Switch 2, mantendo o progresso. Na prática, isso permite alternar entre a televisão e o modo portátil sem precisar começar tudo novamente.
Desempenho e gráficos no Nintendo Switch 2
Tecnicamente, The Crew Motorfest roda a 1080p e 30 quadros por segundo no Nintendo Switch 2. A experiência é semelhante tanto no modo portátil quanto com o console conectado à televisão, sem opções específicas para priorizar a qualidade visual ou o desempenho.
O jogo consegue manter uma apresentação consistente na maior parte do tempo, mas a taxa de quadros poderia ser melhor. Embora os 30 fps sejam suficientes para aproveitar as corridas, a sensação de fluidez fica abaixo do que outros jogos do gênero oferecem. Em alguns momentos, também há quedas pontuais de desempenho, especialmente durante o carregamento de elementos do cenário.

Uma opção de 40 fps teria sido bem-vinda, principalmente para quem joga em telas compatíveis. Ainda que não seja possível afirmar que o hardware permitiria manter essa taxa de forma estável, a ausência de uma alternativa deixa a impressão de que faltou explorar outras possibilidades para a versão.
A resolução também cobra seu preço. Apesar de o cenário continuar bonito, com iluminação, cores e paisagens que valorizam o ambiente havaiano, a imagem apresenta certa falta de definição. Texturas serrilhadas e elementos borrados ficam mais perceptíveis quando o jogador reduz a velocidade ou observa o cenário com atenção.
No modo portátil, essa limitação é menos incômoda, já que a tela menor ajuda a disfarçar parte das imperfeições. Na televisão, porém, a imagem perde um pouco do impacto. Ainda assim, o trabalho de adaptação é digno de nota, considerando a escala do mundo aberto e a variedade de veículos e atividades disponíveis.
Um detalhe técnico merece atenção: instalar o jogo na memória interna do console pode ajudar a reduzir as quedas de quadros observadas durante o carregamento de elementos a partir de um cartão microSD. Não é uma solução para todas as limitações de desempenho, mas pode contribuir para uma experiência mais estável.
Controles e modo online
Os controles respondem bem e cumprem seu papel durante as corridas. O Nintendo Switch 2 utiliza gatilhos digitais, o que limita o controle gradual da aceleração e da frenagem em comparação com os gatilhos analógicos encontrados em outros consoles. Apesar disso, a adaptação não compromete a experiência a ponto de tornar o jogo difícil de aproveitar.
O modo online também apresenta resultados positivos. The Crew Motorfest oferece partidas com jogadores de outras plataformas, com a possibilidade de desativar o jogo cruzado. Nos testes relatados, o pareamento aconteceu rapidamente e as corridas ocorreram de maneira estável, sem problemas perceptíveis de atraso ou correções bruscas de posição dos veículos.
Por outro lado, vale lembrar que o jogo depende de uma conexão com a internet e compartilha o mundo com outros jogadores. A proposta dá mais vida à exploração, mas também significa que a experiência não funciona como um jogo de corrida tradicional totalmente offline.
Vale a pena?
The Crew Motorfest é uma boa opção para quem procura um jogo de corrida em mundo aberto no Nintendo Switch 2. A variedade de veículos, o mapa extenso e a quantidade de atividades fazem dele uma experiência que vai além de simplesmente vencer campeonatos. Há espaço para explorar, experimentar diferentes modalidades e aproveitar o jogo no próprio ritmo.
O problema está na parte técnica. A limitação a 30 fps, a imagem um pouco borrada e a ausência de opções gráficas deixam a adaptação abaixo do que poderia ser. Quem prioriza fluidez e nitidez pode encontrar uma experiência melhor em outras plataformas, enquanto jogadores que valorizam a possibilidade de levar o jogo para qualquer lugar têm motivos para considerar esta versão.
No fim, The Crew Motorfest entrega uma experiência de corrida em mundo aberto competente no Nintendo Switch 2, mas com concessões visuais e de desempenho que não passam despercebidas. É uma alternativa interessante para quem quer explorar um grande cenário e aproveitar uma ampla variedade de atividades, desde que esteja disposto a aceitar essas limitações.
Confira também
- Review | Stupid Never Dies mistura zumbis, pancadaria e muita esquisitice
- Review | SURI: The Seventh Note é rico em cultura e identidade
- Review | Shinobi: Art of Vengeance mostra que Joe Musashi ainda tem muito a oferecer no Nintendo Switch 2
- Preview | Firva: Strings of Fate pode surpreender, mas ainda está longe do ideal





















Deixe uma resposta